terça-feira, 10 de agosto de 2010

Decisões


Quando os destinos se cruzam não há como entender, como questionar; apenas aceitar que tudo é Divino, que está escrito. Mas escrito pelas nossas ações diárias, pelas tomadas de decisão, pela crença de que podemos mudar, traçar nossas vidas como um cálculo matemático, como linhas divisórias. Porém, não levar a vida sob uma lógica cartesiana. Afinal, a vida nos mostra que 2 + 2 = 4 ou 5 ou 6 ou...

Somos responsáveis pelo que conquistamos de bom e o que resultou de ruim. Cada ação gera uma reação. Cada minuto que deixamos de fazer algo ou que fazemos, temos a nós como únicos responsáveis.

Devemos, sabendo disso, procurar seguir o caminho do reto, sem esquecer que as tortuosidades e as pedras fazem parte do nosso caminho.

Podemos escolher entre cruzar os braços simplesmente ou decidir seguir o destino não se acovardando, não olhando para trás. Qualquer uma dessas decisões gera uma consequência.

Eis que te pergunto:

- O que pretendes fazer?


Déa Schocair

domingo, 13 de junho de 2010

Tempo


Procuro no tempo
Um tempo não esquecido
Mas sei que, hoje,
O tempo é diferente
Não volta mais.
Quero um novo tempo...
De conquistas
Novos campos
De crescimento
Novo destino.
Quero mais do que conquistei.
Quero um tempo idealizado
Um tempo realizado
Sob todas as formas.
De todas as maneiras,
Só quero vivenciar...
Vivenciar cada momento
Com sublime agradecimento
Por ter o que sempre almejei:
O direito que o tempo me deu
De amar.

Déa Schocair

sexta-feira, 26 de março de 2010

Espera



Um grito sufocado
Cala a minha boca
À espera do silêncio
Da tua voz...

Déa Schocair

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Que Será?


Tesão?
Amor?
Paixão?
Uma infinita suposição?
Uma deliciosa constatação?
Uma temível ilusão?
Tudo rima
Mas não combina com traição:
Uma pedra no caminho
Da emoção:
Um forte amigo da atração:
Perfeito casamento com a desilusão.
Será um simples coração
Cansado de sofrer?
Ou apenas o vazio pedindo atenção
Para renascer?
Não sei...
Só quero
Vir a ver

Déa Schocair

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Rumo


Sua terra
Sua gente
Ah, saudade!
Dor latente...
Presença pungente!
Envolto em seus pensamentos
Acredita que o seu dia vai chegar.
Nada terá sido em vão!

Seu lar
Eterno berço
O afago nos seus cabelos
O sorriso de menino
Transformou o seu destino.
A comida preferida
O leite quente de manhã
O Sol que brilha no seu peito
É muito mais do que desejo.

O amor o guia por onde for
Sua sina é caminhar só
De encontro à sua conquista...
Mas sozinho nunca estará
Não importa como ou quando
Mas um dia o abraço e o conforto
Para o seio da sua família retornará.

Déa Schocair

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Amor que Nunca Tive


Sinto sua falta...
Lembro dos passeios no parque
Da sua mão pousada sobre a minha
Lembro-me das frases apaixonadas
Proferidas com simplicidade
Sinto falta dos beijos doces e suaves
Profundos...intensos...
Lembro de como você me olhava de forma terna
Do modo como tocava os meus cabelos
Lembro-me do dia em que a chuva nos pegou desprevenidos
E, mesmo encharcados, rimos da situação...
Lembro-me do quanto ríamos da nossa própria “desgraça”
Sinto falta do jeito que me chamava
Do apelido que só você sabia
Lembro de como tudo era tão simples
E tão perfeito
Sorrio ao lembrar do teu sorriso
Choro com suas tristezas
Emociono-me com suas conquistas
Absorvo os seus sentidos
Sinto falta de como ficava nervoso
Quando o trânsito estava parado
Lembro de cada traço do teu rosto
Sinto falta da tua carinha de levado
Quando queria algo de mim
E não tinha certeza se podia pedir...
Adorava isto!
Sinto saudade quando cantávamos
As mais diversas canções
De amor e dor de cotovelo
Lembro-me da nossa primeira discussão...
Nossa! Como fiquei arrasada!
Lembro-me de como era bom acordar ao teu lado
E ver sua carinha amassada de sono
Lembro-me do dia em que escalamos aquela montanha
Que eu tanto queria conhecer
E, de lá, vislumbramos a mais linda paisagem
E sorrimos dizendo juntos:
Uaaaauuuu!
Lembro das nossas histórias contadas com entusiasmo
Lembro-me exatamente do dia
Em que me disse pela primeira vez:
- “Eu te amo”...
Sinto saudade do nosso sexo
Perfeitamente encaixados
Sinto falta do teu cheiro
Do teu gosto
Do teu suor em meu corpo
Do teu afago
Lembro de cada traço do seu rosto
De cada sinal do teu corpo
Sinto falta de você:
O amor que nunca tive

Déa Schocair

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Saudade, despedida presente


É no momento da despedida
Que ficamos vulneráveis às lembranças...
Pensar no que foi
Imaginar o que poderia ter sido.
Viver cada fração de milésimos de segundo
Com tanta intensidade que até assusta!
É como se o vento dos instantes soprasse
Na direção contrária aos seus anseios.
É uma pressão tão grande e tão franca,
Que questiona todo e qualquer momento.
Que saudade de um tempo que fora tão constante...
Sente...não mente!
Saudade, despedida presente
Ausente de graça...
Que graça...
Sente a faca da memória dilacerando a consciência
Que indecência...
Pensar no pesar da inconstância perene
Saudade...habitat da loucura sã.

Déa Schocair

Natal


O Natal está aí. Tenho a sensação de uma onda de esperança me invadindo. Essa sensação, eu tenho desde pequena. É o que os meus pais chamavam de nascimento de Jesus. O sentimento de um mundo novo, melhor, mais fraterno e solidário desde antes da época de Cristo, se renovava a cada ano. Isso, eu pensava quando criança.

Hoje, ainda tenho esperança. Mas não apenas nesta época do ano. A minha esperança de dias melhores já faz parte da minha alma. Acredito que se fizermos a nossa parte, por menor que possa parecer, estaremos caminhando rumo à evolução do espírito. Somos parte de um todo. Esse todo precisa de nós e nós dele. Por que zombar de coisa tão sublime: ajudar a si mesmo a crescer e ao próximo a ter pelo menos ESTA esperança que falo?

Vejo as pessoas consumindo, correndo apressadas pelas "ruas" em busca de presentes para agradar aos seus familiares e nem olham para o lado percebendo que há um alguém necessitando de algo para comer, vestir...isso é triste e me dá um nó enorme na garganta. Quando vejo a mesa farta, penso por alguns instantes naquele que não tem o que comer, naquele que não tem um abraço fraterno de quem deveria amá-lo. Não sou santa, nem quero parecer piegas e dizer que nunca aconteceu comigo. Estaria sendo hipócrita e mentirosa. Mas a vida me fez querer crescer e vejo sim, desta forma...e gostaria sim, de poder mudar o mundo mas, infelizmente, não posso. Posso sim, ter necessidade de ser humana a cada dia, cada minuto que se passa, que se passou...querer deixar esse texto para reflexão do verdadeiro espírito (de Natal?!) DA VIDA!!

Não importa se os símbolos natalinos aparecem em forma de um bom velhinho gordo, de longa barba branca e roupa vermelha, de bonecos de neve, ..., se a TV só fala o quanto os shoppings lucraram com as vendas, e pisca-piscas em camelôs...aiiiiii!! Não importa!! Desligue a televisão, veja outra coisa, não compre desenfreadamente ou se preocupar se vai poder dar ou não presente para todos os familiares.

O que importa é o que cada um carrega dentro de si e o que pode fazer a partir do próximo passo, a cada hora, a cada instante, todos os dias da sua vida!

Déa Schocair

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sonho


Sonho, complexo perfeito
Doce vida no peito
Clama chamas de exatidão

Sonho, complexo singular
Faz-se amigo ou inimigo
Aponta o fato
Destrói o laço

Cria raízes
Separa mentes
Chave para o infinito ilusório
Quimera da existência

Ausência da ausência
Presente do futuro
No escuro,
Sonho.

Déa Schocair

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Desilusão


Pensava que podia retribuir todo o carinho e todo o amor que lhe dava. Apostou suas fichas e sua esperança naquilo em que acreditava. Achou, que por obra do destino, poderia finalmente encontrar a felicidade ao seu lado. Fez planos, traçou metas. Acreditava verdadeiramente que aquilo tudo era real.

Mas como nem sempre o que queremos é o que podemos ter, a sombra se tornou a sua melhor “amiga”. Percebeu que tudo não passava de mera ilusão; que o que tanto sonhava era apenas um sonho bom no qual o despertador da vida acabara por destruir. Seus sentidos teimavam em querer lhe oferecer migalhas de esperança. Sua mente ofuscava a dura realidade de que tudo isto também não passava de ilusão.

A vida mais uma vez lhe mostrava que nem sempre as pessoas falam o que sentem, nem sempre expressam a verdade, nem todos são iguais e muito menos retribuem na mesma proporção, sob o mesmo aspecto.

Diante de mais uma piada do destino, apercebeu-se de mãos atadas, sem chão e sem qualquer perspectiva de viver este sentimento tão intenso que achava ser recíproco. Mais uma vez a vida teimava em opor suas expectativas. Ela mostrava que nem tudo que parece ser realmente é. Fez-se a escuridão na sua alma. Tornou-se vítima da sua própria crença no outro.

O grande problema que teve, na verdade, foi apenas crer que, desta vez, daria certo. Mas se pergunta:

- O que faço de errado para atrair este tipo de situação?

Acreditava criar certos padrões de comportamento inconsciente pois, por mais que tentasse se desvencilhar de situações semelhantes adotando outra postura, incorria na mesma situação.

E mais uma vez se pergunta:

- O que fiz desta vez?

E mais uma vez não consegue ter outra resposta que não o fato de não se acreditar, de achar que não pode ser feliz. Achava que se amasse demais, mesmo sendo naturalmente, poderia ser amada. Ledo engano. O amor de uma única pessoa não é suficiente para dois. Ela percebe, então, que há que se amar em primeiro lugar para não amar demais, criar expectativas demais. E que, caso crie, não caia tão fundo na armadilha do “inimigo”.

Diante de tal percepção, tenta se refazer de todas as formas. Adota atitudes condizentes com sua real persona.
Porém, a dor permanece no seu peito. E, com isso, caminha a passos lentos para a estrada do esquecimento.

Déa Schocair